domingo, 15 de abril de 2018

A CRÔNICA DO DIA


HOJE É DIA DE...  

ZEFA E O CHÁ DE PENTELHOS
(*) Nonato Reis

Imagem ilustrativa
Zefa Mata Virgem fez fama nas terras do Ibacazinho e redondezas, não por ato de heroísmo ou qualquer coisa de que se orgulhasse e muito menos aos donos da fazenda Caiçara, de cujos filhos servira como ama de leite. Chegara na Palmela aos 13 anos, egressa do Juncal. Ali conheceu o antigo proprietário do lugar, Antônio Feliciano de Mendonça, pai de 14 filhos, entre os quais Mariano (Nhonhô), Macico, Sálvio, Deia, Bidi e Áureo.
A fazenda Caiçara fazia fronteira com a Palmela e Zefa interagia com seus moradores como se fossem a extensão de sua própria família. Gostava da vida simples do mato, cheia de atrativos, cercada de animais e plantas, na companhia daquela gente.
Acordava às 4 da manhã, para ajudar na ordenha do leite, a ser vendido em Viana. O transporte do produto no inverno era feito em canoas, e no verão, em boi cavalo e carro de bois, a partir de um ponto de apoio com palhoça e curral, construído à beira do Igarapé do Engenho. Zefa amarrava os animais a serem ordenhados e ao final da operação era premiada com uma porção espumosa do leite mugido, que tomava junto com Sálvio e seus irmãos menores.
Crescera naquele ambiente rústico e de encantamento. Atingira a juventude e, como toda mulher nessa idade, namorou e apaixonou-se. Perdeu a virgindade com um peão boiadeiro que cruzara a Palmela de passagem, num acontecimento que marcou a vida do lugar, e muito mais a de Zefa, que a partir de então ficaria conhecida com o acréscimo no nome de "Mata Virgem".
É que nessa época de pouca instrução e hábitos rudimentares a palavra “depilação” ainda não entrara no vocabulário das localidades do interior e os pelos pubianos de Zefa cresciam livremente e se entrelaçavam à semelhança de um cipoal que, praticamente, impediam a penetração de qualquer invasor.
O peão, que levou uma parte de culpa na história por falta de habilidade com a coisa, entrou errado na intimidade de Zefa e se deu mal.
O órgão sexual ficou completamente retalhado, como se cortado de gilete em todas as direções. A situação saiu do controle dos dois porque o pênis infeccionou e ele precisou ser levado às pressas para atendimento médico em Viana. A história correu mundo e Zefa, para sempre, seria lembrada com a alcunha de “Mata Virgem”.
Ocorre que o tempo é o melhor remédio para toda e qualquer ferida. Um dia Ambrósio, vaqueiro criado na fazenda Caiçara junto com Zefa como se fora filho dos patrões, engraçou-se dela e, alheio aos apelos e advertências dos mais velhos, subiu ao altar com Zefa Mata Virgem.
Foi uma festança danada, os donos da fazenda patrocinaram tudo: mataram bois, contrataram violeiros, prepararam a igreja que ficou uma beleza. Trouxeram até um sanfoneiro afamado das bandas de Exu, no Estado de Pernambuco. Os “comes e bebes” duraram dois dias, ao cabo do qual os noivos receberam de presente uma casinha nos fundos da fazenda, construída especialmente para eles.
Imagem ilustrativa
O começo da vida conjugal foi um mar de rosas, Zefa não tinha do que se queixar. O marido era habilidoso, sabia como penetrar a selva protuberante, cobria-a de mimo e de sexo, que faziam em sessões diárias, ao raiar da aurora e ao morrer do sol. Ocorre que passada a euforia, o mar perdeu água e virou córrego. Cada vez mais envolvido na labuta da fazenda, Ambrósio foi se distanciando do ambiente doméstico e dos afazeres conjugais, até que perdeu o apetite pela coisa completamente.
Atônita e certa de que o parceiro “virara o miolo” por alguma sirigaita das redondezas, Zefa Mata Virgem procurou Cristina, uma curandeira respeitada por dar vida a um enfermo desenganado do “Velho Trancoso”, e contratou-lhe os serviços.
Após tomar pé do problema, a curandeira recomendou-lhe preparar uma infusão de pentelhos e mel de abelha e dar ao marido, porém com uma advertência. “Não pode exagerar na dose. São apenas alguns pelos entrelaçados, cozidos e coados e uma colher de mel". Zefa já abria a porta e ela completou. “Bastam dois dedinhos e ele volta a brincar na selva”.
Eufórica, Zefa pegou uma tesoura e devastou metade da cabeleira pélvica. Pôs a maçaroca numa panela com um copo ao meio de mel e, por sua conta e risco, adicionou uma pimenta malagueta. Depois de fervido fez o marido beber.
No dia seguinte Ambrósio era um homem à beira da morte, de tanto vomitar por cima e por baixo. Aflita, Zefa correu à casa da curandeira e a responsabilizou pela ocorrência. “Meu marido está morrendo e a culpa é sua”.
Cristina quis saber como ela preparara a beberagem. Ela explicou que caprichara na retirada dos pentelhos e depois levantou a saia, sem calcinha, para comprovar o resultado da capina. Estupefata com o cenário, Cristina levou a mão à boca. “Pela madrugada! Tu mataste o teu homem! Eu te mandei retirar alguns pezinhos de vassoura. Não mandei devastar o matagal!”.
(*) Nonato Reis é jornalista, poeta, cronista e  romancista. É autor do romance "Lipe e Juliana". Lançará em breve o livro de crônicas "Fazenda Bacazinho".

sábado, 14 de abril de 2018

Brasileiros se dividem sobre prisão de Lula e desconfiam de seletividade na Lava Jato, diz pesquisa


A maioria da população brasileira (57%) considera que o ex-presidente Lula, preso e condenado na Operação Lava Jato, é culpado parcialmente dos crimes atribuídos a ele. Mas o país se divide em relação à prisão do petista. De acordo com pesquisa Ipsos divulgada neste sábado pelo jornal O Estado de S. Paulo, 50% são favoráveis e 46% contrários à prisão do petista.
O levantamento revela que 95% dos entrevistados acham que as investigações da Lava Jato devem continuar após a prisão do ex-presidente. Mas há desconfiança grande sobre a imparcialidade da operação. Para 52% dos entrevistados, não é correto afirmar que “a Lava Jato está investigando todos os políticos”. Outros 41% estão de acordo com essa avaliação.
Segundo o Estadão, a percepção de que “a Lava Jato está investigando todos os partidos” atingiu o mínimo histórico da série de pesquisas Ipsos no fim de semana da prisão de Lula. Apenas 43% dos eleitores manifestaram concordância com a frase, e 47% disseram o contrário.
“É a primeira vez, em dois anos, que aparece como minoritária a parcela da população que compartilha da avaliação de que todos os partidos são investigados”, destaca a reportagem. Em abril de 2016, 66% da população via a Lava Jato como empenhada em investigar todas as legendas.
De acordo com a pesquisa, 73% acreditam que existe uma forte percepção de que “os poderosos querem tirar Lula da eleição”. Outros 23% discordam.
A maioria (55%) também concorda com a avaliação de que “a Lava Jato faz perseguição política contra Lula”. Outros 41% discordam. Os entrevistados também se dividem quando confrontados com a afirmação de que “a Lava Jato está mostrando que Lula é mais corrupto que os outros políticos”: 44% concordam e 51% discordam. É conclusivo a percepção de que, para muitos dos entrevistados, o que se queria era mesmo tirar Lula da disputa eleitoral.
O Ipsos ouviu 1.200 pessoas entre os dias 7 e 9 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Do site Congresso em foco.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

A Crônica do dia


HOJE É DIA DE... 



ROSA FUDÊNCIO, A DEVORADORA

(*) Nonato Reis

Se havia uma palavra para definir Rosa Fudêncio com exatidão essa seria “excesso”. A garota tinha uma predisposição para ultrapassar os limites do permitido. Fosse à mesa de refeições, ao contar uma estória, nas brincadeiras com os meninos ou no confessionário com o padre – sempre exagerava na dose.
Comia que nem um jumento, falava demais, e o que é pior: dizia o que não devia. Era alta, gorda, desengonçada.
Um dia subiu em um pé de cacau e danou-se a comer os frutos da árvore com caroço e tudo. No dia seguinte, na hora marcada do bota-fora, passou sufoco. A cólica era intensa e ela não conseguia se ver livre do inferno que lhe consumia as entranhas. 
Fez uma rápida inspeção no traseiro e viu que havia uma espécie de assoalho de caroços a fechar a saída. O jeito foi usar o dedo indicador como alavanca. E foi abrindo caminho até liberar a passagem do principal, que se esparramou no chão de um jato só.
Foi ao confessionário da igrejinha local e, sem rodeios, avisou ao padre. “Acho que pequei”. O padre pediu que ela contasse o pecado. “O que minha filha andou fazendo de errado?”. E ela, candidamente: “Padre, eu me masturbei na frente de um espelho e repeti três vezes seguidas”. 
Quase sem fôlego, o padre cortou a história. Mandou que ela rezasse dez terços completos e avisou, o dedo em riste: “Nunca mais ceda a esses impulsos, que são coisas do demônio”.
Os mais velhos diziam que Rosa não era gente, tal as traquinagens e maquinações que ela engendrava. Um primo mais novo, de apenas 10 anos, dormia o sono da tarde numa rede de fio de seda, armada na varanda da casa, um velho costume das populações ribeirinhas da Baixada Maranhense. 
Rosa tirou o calção do menino, sem que ele despertasse, amassou algumas pimentas malagueta até formar uma pasta e passou-a no brecoval da criança que, aos berros, correu até o rio e ali ficou de molho até se ver livre do ardume. O reto, porém, de tão inchado não conseguia expelir as fezes e ele teve que passar alguns dias internado no hospital da cidade, para curar a inflamação.
Nem a avó, que ela venerava como mãe, conseguiu escapar do seu veneno. Certa vez, aproveitando a ausência da velha, que fora visitar um parente, Rosa entrou na casa vazia, foi até a cozinha, pegou o bule de café, ainda quentinho, bebeu o seu conteúdo e depois urinou dentro. 
Não satisfeita, mijou a varanda de ponta a ponta, pegou um pedaço de carvão e escreveu no assoalho: “fui eu!”. Ao se deparar com a presepada, a velha não teve dúvida da sua autoria e deu-lhe uma surra com talo de tamarindo, que deixou a bunda da neta em carne viva.
De tanto fazer malvadezas, a própria Rosa beberia o gosto amargo dos seus excessos. Foi muito tempo depois, quando já morava em São Luís e contraiu núpcias. Na noite do casamento, Rosa e o marido danaram-se a fazer sexo. 
Passaram a noite, entraram pelo dia, anoiteceu de novo, amanheceu e os dois em plena atividade. O marido, já só a pele e os nervos, pedia clemência, mas Rosa, ensandecida no cio, não dava trégua.
Foi tanto sexo que a genitália dela inchou até dobrar os grandes lábios. Quando se deu conta, não conseguia mais sequer urinar e foi preciso recorrer a um serviço de urgência, apesar da resistência dela em se expor daquela forma.
O médico, antes de examiná-la, achou graça do seu sobrenome e quis saber a origem, ao que Rosa, incomodada, tratou de encurtar conversa.
- Eu não sei doutor, deve ser coisa dos meus antepassados, mas não foi para falar das minhas origens que vim aqui.
Ao ver o sexo de Rosa, inchado feito uma cuia emborcada, o médico levou um susto.
- O que foi isso, dona Rosa?
Rosa, que era tímida, deu-lhe uma resposta inviezada. 
- Doutor, se o senhor não sabe, eu é que vou saber?
- Mas a senhora não tem nem ideia do que possa ter causado isso?
Rosa tentou dissimular...
- Acho que foi algum inseto, uma formiga, quem sabe? 
E o médico, entre formal e risonho:
- Formiga nada, dona Rosa. Isso foi excesso de fudência.
...
Crônica escrita em 2017, para um segundo livro ambientado no Ibacazinho, ainda sem data para publicação
(*) Nonato Reis, é jornalista, poeta, cronista e romancista.  


quinta-feira, 29 de março de 2018

As santas semanas santas


Naqueles bons tempos em São João Batista a Semana Santa era um misto de muita alegria, tradição e movimento na sede do município, principalmente por conta da venda do caranguejo que se dava entre a segunda-feira e a quinta-feira. Era um tempo de reflexão e respeito. As tradições religiosas eram mantidas. A procissão do Domingo de Ramos levava a todos os meninos do catecismo para a saudação da Páscoa que estava por vir. E eu estava lá.

Os mais velhos costumavam dizer que Jesus naqueles dias estava com dor de cabeça. Nenhum barulho abusivo era permitido ou aceitável. Uma tradição era muito cultivada também naqueles dias – os afilhados buscavam seus padrinhos para serem abençoados. Eu, quando já bem taludinho também seguia esta regra. Selava o cavalo que tínhamos em nossa casa e ia até a casa de meu padrinho João Gomes que morava na localidade denominada de São Bernardo, já no município vizinho de São Vicente Férrer. Ele era um próspero dono de engenho que produzia além do mel de cana uma cachaça de fama na redondeza. A visita era pouca, no dia seguinte já estava eu de volta pra casa.

Os preceitos e ensinamentos dos mais velhos era seguido à risca. Diziam enfim que em tempos mais remotos nem rádio se ligava naqueles dias. As traquinagens e peraltices eram temporiamente perdoadas até que se passasse o período de respeito aos dias que antecediam à morte de Jesus. O acerto de contas vinha depois com certeza. Era proibido transgredir, pecar.

A tradição de abster-se da carne era levada muito a sério. A venda de carnes vermelhas nos açougues do mercado dava vez para a venda do peixe seco, do camarão seco, o peixe salpreso que na maioria das vezes vinha de outros municípios da região como Viana e Penalva. Seu Vicente Soares era quem buscava e revendia as disputadas curimatás salgadas que vinham das bandas de Jacaré de Penalva e de Cajari. Até as outras carnes também não eram tentadas, tudo como cumprimento da velha tradição.

Os comerciantes bem antes dos dias considerados santos – uma vez que religiosamente toda a semana era considerada e guardada – abasteciam seus comércios de tudo que pudesse ser vendido de mantimentos, pois nas noites das terças-feiras e madrugadas das quartas, até por volta das duas da tarde o comércio experimentava seu maior movimento, tudo por conta da grande aglomeração de pessoas que vinham dos mais diversos povoados de São João Batista ou até mesmo de São Vicente Férrer, Matinha e São Bento.


O caranguejo era o nosso ouro. Naquelas cercanias nenhum município tinha uma produção tão pujante quanto o nosso. Barcos e mais barcos adentravam dias a fio nos igarapés dos mangues com exímios catadores do crustáceo decápode. Esse fato se explica por ser São João, ladeado por extensas áreas de manguezais e fronteiriço da Ilha dos Caranguejos, um berçário e habitat natural para procriação das muitas espécies. Destas, as mais comuns e mais encontradas no estuário do rio mearim e golfão maranhense são o “caranguejo uçá” (ou caranguejo auçá) e o guaiamum.

O palco maior desta movimentação era no porto da Beira de João Baixinho. Na noite da terça-feira santa a partir das 7 da noite um grande mercado aberto se formava ali. Barracas eram armadas, bancas de jogo-caipira também era quase certo que por lá se achavam. As canoas que traziam os muitos cofos de caranguejos chegam ao longo da noite e ali mesmo eram negociados. Muitos que mesmo sem o propósito de fazer nenhum negócio também iam para o Porto da Beira...

As maiores vendas ao longo da noite e madrugada eram feitas para aqueles que vinham nas cavalarias ou burragens dos mais longínquos povoados. Após a compra do caranguejo era a vez de comprar o café, o açúcar, sabão, o querosene, isto porque naquela época não se tinha a luz elétrica nos povoados. Tudo de mantimento era vendido. Nenhum período do ano, os comerciantes de São João Batista experimentavam tanto movimento em suas compras e vendas.

Esse movimento era ao longo de toda a noite. Os de mais distantes que traziam seus animais carregados de paneiros de farinha, após a venda, e dar de beber aos animais, geralmente buscavam uma área de capoeira baixa para que estes descansassem da longa viagem e pastarem um pouco. Era nesta hora que a molecada fazia a festa. Uns sabidos aproveitavam para suavizarem-se, ainda que por aquele ato estavam a pecar. A zoofilia corria solta. Outros, mais endiabrados, como se estivessem sob a égide do capeta, soltavam os animais para que seus donos ficassem a procurar na hora de voltarem para casa. Uma das áreas mais procuradas era a Baixinha de Biné e suas imediações.

Este misto de devoção e algazarra ia até a quinta-feira santa. Na sexta-feira, quase sempre as manhãs amanheciam chuvosas. Uma chuva fina teimava no horizonte matinal. As casas pareciam que custavam a acordar para o pesadelo crucial. As quitandas que antes viveram o intenso movimento de início da semana, agora estavam de portas fechadas. Poucos se aventuravam a caminhar nas primeiras horas. Quando muito em algumas localidades se prometia lá por volta das dez horas uma talha de piões. Os adeptos preparavam bem antes roliços e pesados cocos da palmeira babaçu e se punham a lapidar aquilo que seriam as estrelas dos terreiros. A talha de piões era algo que reunia muita gente. Já outros davam-se a empalhar os judas que seriam malhados nos dias que se seguiam.

Mas nada reunia mais gente do que os banhos nos campos e açudes. Era como se aquilo fosse uma limpeza corporal. Como se ali se quisesse limpar o corpo de tamanha culpa. O açude que ficava pras bandas da casa de Dona Celina Facure era um dos mais procurados até ser feita a grande barreira que levava ao Porto da Raposa. Recém construída pelo então Prefeito Luiz Figueiredo o aterro da Raposa deixou um lastro de um grande açude que desembocava na comporta. Ali era o local da concentração do banho, haja vista a ponte de madeiras permitir saltos mirabolantes e mergulhos longos e demorados, dadas a profundidade e correnteza.

As semanas santas daqueles memoráveis tempos eram sobretudo celebração de respeito e boa convivência. Mas vieram os novos tempos e quase mais nada disto acontece hoje... E a Semana Santa é agora só mais um feriado prolongado!


domingo, 25 de março de 2018

Uma vergonha nacional


Neste país vê-se de tudo. Umas coisas absurdas que passam longe de qualquer princípio de legalidade, outras que são imorais, porém são legais. Foram concebidas, votadas, sancionadas e tornam-se vigentes anos a fio, tornam-se coorporativas, e seus beneficiários se agarram a estas coisas como se isto lhes fossem o essencial. E o pior, em detrimento da negação de muitos outros direitos que não chegam ao cidadão comum, ou a outras classe de trabalhadores. Me refiro ao “Auxílio-moradia” pago hoje de forma indiscriminada a todos os juízes do país, com valor fixo, independentemente do fato de terem residência própria no local onde trabalham. Na última semana causou espanto e indignação à grande massa brasileira o fato de muitos juízes ensaiarem uma paralisação como forma de defender seus quase 5 mil reais de auxílio moradia somados a seus já altos salários.  Os vencimentos são, então, engordados por adicionais legais, sustentados por interpretações da legislação. As vantagens compreendem ajuda de custo para despesas de transporte, moradia, salário-família, diárias e gratificação por quinquênio, gratificação natalina, serviço extraordinário, substituição, adicional por tempo de serviço, entre outros. A vergonha maior é que só este “auxílio-moradia” é mais do que o salário de um professor de 40h da maioria dos estados brasileiros, que tem o mesmo nível acadêmico (ou até maior) e que igualmente passou por um concurso público. Coisas do Brasil!


Enquanto isso na sala de Justiça...

A ação sobre o auxílio-moradia havia passado anos na gaveta do relator Luiz Fux. Em 2014, ele concedeu a liminar que estabeleceu a farra na concessão do benefício, e demorou longos três anos para liberar o caso para análise do pleno. Mas, no dia 21, Fux mandou retirar o tema de pauta. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), uma das entidades empenhadas na manutenção do auxílio-moradia nos moldes atuais, pediu ao ministro que o tema fosse analisado não pelo STF, mas pela Câmara de Conciliação de Arbitragem da Administração Federal, ligada à Advocacia-Geral da União. Consultada a respeito, a advogada-geral Grace Mendonça deu resposta positiva, e com isso Fux determinou que o caso saísse da pauta do Supremo. Para as associações da magistratura, foi um ótimo negócio, pois era praticamente certo que a maioria dos ministros do STF derrubaria o pagamento. Com a AGU, os juízes esperam chegar a um entendimento mais camarada. E, enquanto a conversa seguir – e não se sabe nem mesmo quando as negociações vão começar –, todos continuarão recebendo religiosamente seus quase R$ 5 mil todo mês, custando ao contribuinte brasileiro R$ 135,6 milhões mensais, segundo estudo feito pela Consultoria Legislativa do Senado.


Braide, o divisor de águas

Uma parte da população eleitora, notadamente a de São Luis, vê com expectativa a possibilidade do Deputado Estadual Eduardo Braide vir a ser candidato a governador nas eleições deste ano. Jovem, bem educado, com um bom discurso e um exímio interlocutor diante das câmeras, o deputado ganhou notoriedade quando nas eleições municipais de 2014, bateu na trave, ou melhor, nos portões do Palácio de La Ravardiere. Braide mostrou a muitos teóricos da política que sabe pedir votos e mais do que isto, sabe conquistar votos. Claro que agora a situação é outra. É preciso ser conhecido no estado todo, buscar aliados nos municípios, etc. Nada que não seja necessário um começo e mais um sacrifício. Vale lembrar que a presença de Braide na disputa poderá mover ventos que enuviarão os céus de outros candidatos.


Como periquitos em tempo de manga...

A comparação é feita nestes tempos de eleição. É um pouco assim que estão vivendo os municípios maranhenses, em especial os da Baixada Maranhense, com a presença de deputados estaduais, federais, e demais pretendes a cargos eletivos das eleições deste ano. Esquecidos na maioria do mandato, os municípios agora e daqui até as eleições serão lembrados, visitados por todos aqueles que buscam o voto. Tem deputado que joga tarrafa no lago, que pega no patacho e ensaia capinar uma roça, que pega num rodo e mexe até farinha: tudo para se fazer humilde, e para dizer que gosta do povo. O povo entretanto que é sábio, comparam os ditos cujos como “periquitos em tempo de manga”!


Deus salve a cidade”

O rogo ao Deus-Pai é para que as chuvas que caem nestes tempos apropriados não danifiquem tanto a já maltratada malha viária de São Luis. Os buracos saíram das ruas dos bairros e ganharam agora as grandes avenidas. Valeram-se na inércia da secretaria responsável pelas obras públicas que não fizeram as obras de tapa-buracos antes das chuvas. Resultado: o que estava ruim, ficou pior.  Condição igualmente feia é todo o canteiro central da Avenida dos Franceses (umas das principais da capital) no trecho da Alemanha ao Outeiro da Cruz. Moradores e comerciantes da área pedem a recuperação do canteiro central e novo paisagismo. É esperar pra ver!


A duplicação da BR-135

Como finalmente foi concluído o trecho entre Estiva e Bacabeira, inclusive com a liberação do viaduto localizado na referida cidade, os usuários desta rodovia, principalmente os que costumam viajar em tempos de feriado prolongado, como o que se avizinha – a Semana Santa – já vão experimentar uma tranquilidade no trecho duplicado, livres dos entediantes engarrafamentos. A melhoria já foi sentida logo no carnaval que registrou um ir e vir tranquilo. Segundo o Denit, as obras agora seguirão na recuperação da pista antiga, ou seja, a via que agora faz a entrada na capital, no trecho Periz de Baixo a Estiva. O segundo trecho da duplicação que vai de Bacabeira a Miranda do Norte também já está bastante adiantado. Este empenho deve-se muito à bancada dos Deputados Federais do Maranhão. Já era tempo! O Maranhão agradece

(Matéria publicada na Coluna do Jersan, do Jornal Pequeno, edição do dia 25.03.2018)


terça-feira, 20 de março de 2018

Animal político e políticos animalescos


Flávio Braga (*)

O homem é um animal político por natureza. Por meio desse aforismo, o filósofo Aristóteles assinala que o homem vive em uma pólis (cidade) regida por leis e costumes e que a cidade é uma comunidade política. Por ser gregário, o homem necessita da vida em sociedade para alcançar a realização humana, o bem-estar e a felicidade.

A história da real política registra sentenças infaustas pronunciadas por expoentes da vida pública brasileira. Senão vejamos:
Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, governador mineiro e um dos principais articuladores da Revolução de 30 notabilizou-se pela frase “Façamos a revolução antes que o povo a faça”.

Na década de 1950, o bordão “rouba, mas faz” entrou para o folclore político brasileiro por meio dos cabos eleitorais de Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo, na tentativa de defendê-lo dos adversários que o acusavam de ser ladrão.

Em 1978, ao conceder uma entrevista sobre seu grande apreço pelos cavalos, o futuro presidente João Figueiredo exclamou que “O cheirinho do cavalo é melhor que o do povo”.

Durante a campanha presidencial de 1989, Paulo Maluf blasfemou com toda convicção: “Se está com desejo sexual, estupra, mas não mata”.

Em 1998, o então presidente Fernando Henrique Cardoso chamou de vagabundos os que se aposentam com menos de 50 anos. “Fiz a reforma da Previdência para que aqueles que se locupletam da Previdência não se locupletem mais, não se aposentem com menos de 50 anos, não sejam vagabundos em um país de pobres e miseráveis”, bradou FHC.

Na eleição presidencial de 2002, Ciro Gomes constrangeu a opinião pública ao dizer que a importância de sua mulher, Patrícia Pillar, na campanha estava no fato de “dormir” com ele. “A minha companheira tem um dos papéis mais importantes, que é dormir comigo. Dormir comigo é um papel fundamental”.

Na campanha municipal de 2000, o líder petista Luiz Inácio Lula da Silva chocou a população de Pelotas (RS) ao afirmar que a cidade é “exportadora de veado” em um diálogo gravado entre ele e o candidato do PT à prefeitura local.

A frase mais famosa de Marta Suplicy foi proferida quando ela era Ministra do Turismo. Em pleno caos aéreo de 2007, ao ser questionada sobre que incentivo teria o brasileiro para viajar, ela verbalizou “relaxa e goza, porque depois você vai esquecer todos os transtornos”.

Como se depreende, alguns dos líderes políticos brasileiros estão mais para indivíduos animalescos que para animais políticos (na acepção aristotélica da expressão).

(*) Flávio Braga é advogado e professor. 


domingo, 18 de março de 2018

A guerra dos presidenciáveis

A menos de sete meses das eleições, são muitas as incógnitas em torno da disputa eleitoral. Para começar, quantos e quais serão os candidatos. Condenado à prisão e líder nas pesquisas, o ex-presidente Lula conseguirá concorrer? O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) terá fôlego para se manter até agora na posição que está? Qual a força dos demais pré-candidatos?
Apenas o tempo será capaz de responder essas questões, mas é possível apontar a situação dos atuais postulantes ao Palácio do Planalto nas pesquisas, seus índices de aprovação e rejeição, os recursos reservados para cada um deles, bem como o tempo que, inicialmente, será reservado no horário eleitoral.
Um site especializado em análises dos fatos políticos apresentou um balanço com os principais pontos fortes e fracos de 12 presidenciáveis. Os dados são apenas um retrato. O desfecho ainda é imprevisível. Com a proibição do financiamento empresarial – e do tempo de rádio e TV, coligações partidárias tendem a ser ainda mais decisivas neste ano. Com as alianças, os candidatos poderão aumentar vertiginosamente o tempo no horário eleitoral e o dinheiro em caixa para a disputa eleitoral.

Por outro lado a FGV em debate acontecido no 1º Fórum de Educação Executiva, apontou que a “imprevisibilidade será a principal marca das eleições presidenciais em 2018”. Não resta dúvidas de que o ex-presidente Lula será um grande protagonista destas eleições. Se participar no mínimo estará no segundo turno, isso se não matar a fatura logo no primeiro, se ficar de fora, terá que transferir votos, e bem aqui, o bicho pega, pois nunca foi fácil transferir votos, ainda mais se estiver impedido de fazer campanha. Mas tudo pode acontecer!

Pelo sim, pelo não, uma coisa é certa. Todos os candidatos enfrentarão forte rejeição e o pouco entusiasmo do eleitor. É esperar pra ver!


“A gente se fortalece na luta”


Causou grande repercussão o assassinato da vereadora Mariele Franco (PSOL/RJ). Isso demonstra o quão inusitada é a violência no Rio de Janeiro e nas grandes cidade, e mais, o quanto são ousados e organizados os criminosos. Apesar do sentimento de pesar que tocou milhões de brasileiros, ainda foi possível ouvir posicionamentos contrários: um absurdo.  É inegável que Mariele e o seu motorista são vítimas desse banditismo que está presente e entranhado nas grandes cidades, seja nos morros, nas periferias ou até mesmo nas instituições. Por outro lado, não devemos esquecer que todos os dias, tombam vítimas dessa mesma violência, seja no Rio, ou em qualquer parte deste país, tantas outras “Marieles”, “Andersons”, “Josés”, “Marias”, etc. O diferencial que vejo é que o crime mirou agora nos poderes. O alvo agora, ao mesmo este, atingiu de peito aberto o poder legislativo da cidade do Rio de Janeiro. É preciso fazer algo urgentemente!!

A novela “Democratas”

Parece estranho que hoje os alcaides do PCdoB estejam hoje de namoro com o partido Democratas, algo inimaginável em outros tempos, mesmo sabendo que hoje os tempos são outros. O Democratas, ex-PFL, que é ex-PDS, que ex-Arena sempre representou aos olhos da esquerda o que de pior, retrógado tinha na política brasileira. Ouvi muito isso. E até concordava em parte, pois era por lá que se penduravam aqueles que sempre queriam estar no poder ou à sombra deste. Doravante este passado de poucas recomendações, eis que agora, com nova nomenclatura, ainda que suas bases estatutárias continuem as mesmas, os que tinham verdadeira abominação pela sigla que “sustentou” os governos militares, vivem agora de namorico com o Democratas. Quem estava errado? Os esquerdistas de ontem? Os de hoje? Ou o Democratas nunca foi de direita? Com a resposta os protagonistas desta novela!

As academias na Baixada

Dentre muitas outras políticas de defesa e enlevo da Baixada Maranhense, o FDBM (Fórum em Defesa da Baixada Maranhense) tem como missão incentivar a criação das Academias de Letras, Ciências, Artes, Saberes e Fazeres populares nos municípios da região. Estão em encaminhamento a criação das academias de Peri-Mirim e São João Batista, ambas com as primeiras reuniões já ocorridas. A ideia foi bastante receptiva pelos “Perimirienses” e “Joaninos” que produzem conhecimento e arte. Avante Baixada!

Águas de Março

Caiu com vontade nesta última semana as águas de março. E mesmo sendo uma ilha, onde o mar não esteja muito distante (logo ali), e a presença de alguns rios que nascem aqui e deságuam no mar, a nossa capital viveu momentos cruciais que expuseram as mazelas de uma cidade mal cuidada e as deficiências de obras públicas que não responderam ao propósito de suas feituras. A coisa ficou mais feia onde sequer estar obras, ainda que mal feitas nunca existiram, caso da irônica Rua da Felicidade, no bairro do João Paulo, também chamada de Rua da Vala. Ali os moradores, até acostumados ao descaso do poder público e das autoridades viveram momentos de incerteza e sufoco. As imagens produzidas em tempos imediatos de rede social causaram espanto e dó. Esperamos que essas imagens inquietem os nossos administradores (Estado e Município) e que um dia, estes permitem que aqueles moradores dali possam se orgulhar de morar numa rua que valha o nome que lhe deram...

Merecidas férias...

O titular desta Coluna, o conterrâneo Jersan Araújo, vive dias de merecido descanso em sua fazendinha na aprazível Olinda dos Aranha, distrito de São João Batista. Lá, acordando com os passarinhos, tomando leite mugido e comendo peixes nativos pescado da hora, o ilustre jornalista reabastece suas energias para logo assumir a titularidade do seu labor. Enquanto isso vamos nós, nesta difícil missão de substituí-lo! Bom domingo a todos!!


(Texto publicado na Coluna de Jersan, na edição de hoje do Jornal 
Pequeno / 18.03.2018).

segunda-feira, 12 de março de 2018

A verdade sobre o “Museu da Roça”


Causou espanto a forma preconceituosa e maldosa com que um blogueiro escreveu sobre a inauguração do Museu da Roça, inaugurado em Bequimão. Desinformado, o tal blogueiro visava atingir ao gestor da cidade de Bequimão que de forma gentil atendera ao convite da idealizadora e coordenadora da iniciativa da comunidade Quilombola de Juraraitá.

O que não sabia o tal blogueiro que ali não se tratava de uma obra pública realizada pelo prefeito Zé Martins. Não sabia também que se tratava de uma homenagem de um alguém que tendo hoje formação escolar, não nega seus antepassados e suas raízes de pessoa que trabalhou na roça.

Quis o infeliz blogueiro sensacionalizar com a ideia de ser o museu estabelecido numa casa de taipa. Como se ali, naquele espaço tão original, não fosse digno de guardar a história dos trabalhadores rurais de juraraitá. O que não sabe o coitado é que esta é uma ideia recorrente em muitas outras cidades dos vários estados brasileiros. 

A nosso ver, os atingidos foram os trabalhadores rurais, os roceiros, os agricultores que lutam em suas roças todos os dias. Os desrespeitados foram todos aqueles que fazem a história dos quilombolas que resistem com sua luta ainda na roça. A estes cabem as muitas desculpas de quem de maneira infeliz os atingiu.

E para esclarecer os fatos a idealizadora do Museu da Roça, Ivete Macedo (foto), divulgou nota de esclarecimento colocando a verdade sobre o que tem saído na imprensa, em especial na blogosfera e redes sociais sobre a referida entidade, localizado no povoado de Juraraitá, município de Bequimão.

Opositores do prefeito Zé Martins (MDB), alguns instalados no Palácio dos Leões, inclusive, andaram propagando inverdades sobre o Museu da Roça, com se a iniciativa de tal empreendimento social fosse obra da Prefeitura de Bequimão, o que é completamente falso.

A nota assinada pela senhora Ivete Macedo, portanto, restabelece o que de fato é verdade e a razão para a existência do referido museu. Confira.

Nota de esclarecimento

Em decorrência de boatos e matérias maldosas nas redes sociais e em blogues da capital e interior, que sequer tiveram a preocupação de buscar a informação correta sobre o Museu da Roça, idealizado e construído por mim, na comunidade quilombola de Juraraitá, na zona rural de Bequimão, venho esclarecer a verdade dos fatos aos desinformados e críticos sem conhecimento da história dos remanescentes.
Sou Ivete Macedo, uma jovem que saiu da comunidade aos 13 anos de idade, indo para São Luís estudar e buscar mudar de vida. Ao voltar ao lugar onde nasci, criei o projeto do Museu da Roça, com o objetivo de resgatar a cultura e a história de meu povo. Sabedora de que as casas de taipa em Bequimão estão com os dias contados, resolvi construir o Museu de Taipa, como forma de mostrar aos jovens do futuro como moravam nossos ancestrais. Com o apoio da Associação de Moradores de Juraraitá fui atrás de novos parceiros, como o prefeito Zé Martins e empresários que ajudaram no projeto.
1 – Como autoridade maior do município de Bequimão, o prefeito Zé Martins foi convidado sim, e esteve presente na inauguração acompanhado de sua assessoria.
2 – Em nenhum lugar foi dito ou escrito que o prefeito Zé Martins construiu o Museu. Muito pelo contrário, sempre afirmou que a iniciativa foi minha, Ivete Macedo.
3 – Ser convidado para um evento e fazer parte da solenidade não é crime. Crime é julgar alguém sem provas, como foi feito por pessoas desocupadas e desrespeitosas.
4 – O objetivo do Museu é resgatar a história e a acultura do povo da comunidade, e principalmente da minha família, que nunca abandou sua terra.
5 – O nome do Museu por si só se identifica. Museu da Roça, em homenagem a minha avó Egídia Costa, local onde serão encontrados materiais usados no trabalho da lavoura e no dia-a-dia de cada família, além de instrumentos raros, como bilha e tear artesanal.
6 – Aos desinformados, qual trabalhador rural construiu uma casa de alvenaria na roça, o chamado tijupá, há 100 anos?
7 – Antes de criticar qualquer coisa é sempre bom buscar conhecimento. Vergonhoso é fazer críticas ou comentar aquilo que não conhece.
8 – A ideia minha foi construir um Museu funcional, onde os moradores mais velhos pudessem matar a saudade de objetos que fizeram parte de suas vidas no dia-a-dia. O projeto não era para construir o Museu de Alvenaria, já que o Museu é da Roça.
9 – Desde que assumiu a gestão do município de Bequimão em janeiro de 2013, o prefeito de Bequimão sempre investiu nas comunidades quilombolas, respeitando suas histórias, cultura e tradição, sendo o primeiro prefeito do Brasil a criar a Semana do Bebê Quilombola.
10 – Para finalizar, seria bom ver os críticos visitando a comunidade de Juraraitá para conhecer a história de um povo do quilombo e que precisa ser respeitado por quem quer que seja.
Atenciosamente;

Ivete Macedo
Idealizadora do Museu da Roça em Juraraitá-Bequimão.