segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Luiz Everton arrasta multidão para sua convenção

O partido do governador do estado, PC do B, lançou o nome do vereador Luiz Everton para o cargo de prefeito de São João Batista. Em convenção bastante concorrida e com a participação de milhares de pessoas, o grupo comandado por Amarildo Pinheiro fechou questão e Luiz Everton foi homologado como o candidato a prefeito. Para vice, foi escolhido o nome do professor Israel Melônio. A convenção foi realizada no auditório do Sindicato dos Pescadores e reuniu milhares de pessoas, autoridades municipais e lideranças políticas.
Na oportunidade, dezenas de pré-candidatos também foram lançados para disputar as onze vagas no Legislativo Municipal. Estiveram presentes o prefeito Amarildo Pinheiro; os 08 vereadores de sua base de apoio e os principais suplentes de vereadores. Numa demonstração de força e peso político, o grupo fechou questão em torno de Luiz Everton. Com o auditório cheio, a convenção reuniu partidos como PC do B, PP, PTN, PSDC, PT, PSC e PDT e quase 30 candidatos a vereador. Por lá, estiveram presentes o deputado e vice-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão; o prefeito Amarildo Pinheiro, secretários municipais, convencionais e familiares do candidato a prefeito, além de simpatizantes e eleitores. Das oito convenções realizadas em São João Batista, esta foi a maior convenção.
O ato político começou com a fala dos quase 30 candidatos a vereador e a fala das autoridades presentes. Em seu pronunciamento, o prefeito Amarildo Pinheiro falou sobre a sua desistência e disse está feliz que sob a sua coordenação, o grupo escolheu o vereador Luiz Everton para disputar as eleições pelo partido do governador, o qual informou que apoia a candidatura do PC do B em São João Batista. O gestor municipal também fez duras críticas a oposição, principalmente ao candidato do PSDB, João Dominici, o qual disse que não ter compromissos com a nossa cidade e que seu único desejo é livrar a cara do filho, Eduardo Dominici. Por fim, Amarildo disse que a cidade agora tem uma opção viável, que terá seu apoio e apoio do governador do Maranhão e que dentro de alguns dias, já verá a diferença.
Na mesma linha, o deputado federal Waldir Maranhão exaltou a figura de Luiz Everton e disse que está pronto para ajudar o grupo político a conquistar mais esta batalha. Maranhão também aproveitou para sobre a situação recente envolvendo sua ascensão como presidente da câmara e afirmou sofrer perseguição política. Aplaudido de pé, Luiz Everton usou da palavra e falou por quase meia hora sobre a sua trajetória política e sobre o seu projeto para a nossa cidade. Enaltecendo a serenidade do prefeito, Everton disse está preparado para fazer uma gestão voltada para o bem está do povo joanino e que saberá, se eleito, ouvir todas vozes e destacou a juventude como ponto principal.
Agradecendo o apoio dos 8 vereadores, do prefeito, dos suplentes de vereadores e de todos os candidatos a vereador, e principalmente da população e de sua família, Luiz Everton destacou a educação, saúde, infraestrutura e juventude como pontos principais de seu projeto. Ele também falou sobre a conversa que teve com o governador Flávio Dino. Everton afirmou que com certeza que terá o apoio necessário para a sua campanha e lembrou que já foi secretário de seu pai, Sálvio Dino e em nossa cidade apoiou a eleição de Flávio Dino para o governo do estado. Por último, Everton agradeceu a presença de cada um dos que na convenção estiveram presentes e os convidou para fazer parte do projeto político novo para a nossa cidade e dizer não a volta de velhos coronéis.
Luiz Everton é vereador de terceiro mandato. Ainda bem jovem, em João Lisboa foi secretário municipal no governo de Sálvio Dino, pai de Flávio Dino. Em 2014 trabalhou grandemente para a eleição do atual governador, o que levou o governador a ter mais de 7 mil votos.
Do Blog Folha de São João Batista/Jailson Mendes


domingo, 31 de julho de 2016

Para a Coluna do Jersan


A república em balanço

Mais de cem deputados, senadores e ministros foram citados durante negociações preliminares de acordos de delação premiada firmados com executivos da Odebrecht. Entre os nomes apontados como beneficiários diretos de desvios de dinheiro público ou de outras vantagens, como doações de campanha, estão pelo menos dez governadores e ex-governadores. Segundo o jornal O Globo, entre eles estão o peemedebista Luiz Fernando Pezão (governador do Rio de Janeiro), o tucano Geraldo Alckmin (governador de São Paulo) e o petista Fernando Pimentel (governador de Minas Gerais).
Detalhes sobre as circunstâncias em que os nomes dos três aparecem ainda são desconhecidos. O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) também aparece na relação de políticos mencionados.  O peemedebista já foi citado por outros delatores do esquema de desvio de recursos da Petrobrás, como o ex-diretor Paulo Roberto Costa.
As negociações de acordo de delação premiada com a maior empreiteira do país têm avançado nos últimos meses. Na atual etapa, os investigadores conversam diretamente com os réus – e não mais com seus advogados – para saber exatamente o que eles têm a dizer.
Os acordos de delação de Marcelo Odebrecht e de outros diretores da empresa são os mais temidos desde o início da Operação Lava-Jato, há dois anos. Estas delações devem balançar ainda mais as já carcomidas estruturas da república brasileira. São inúmeros os políticos que já puseram suas barbas de molho.

Será que os nossos, daqui, aparecerão? Vamos ficar de olho!

Sem reajuste

Os professores da rede estadual de ensino estarão de volta das férias nesta segunda feira, amanhã, dia 1º de agosto, e ao que tudo indica sem nenhuma resposta quanto ao reajuste salarial esperado e autorizado elo MEC, desde o início do ano, com um percentual de 11,63%. O que mais causa insatisfação na classe de docentes é que  o sindicato que representa a classe, o Simpoessema, nada faz, nada diz sobre a situação. Já na rede municipal, após uma greve sem muita razão de ter ocorrido, foi assegurado um reajuste da ordem de 10,54%, dividido em duas parcelas. No retorno, a retomada do calendário escolar e a reposição dos dias parados. Antes pouco do que nada.

E os vices...?

Até quando fechávamos esta coluna não se tinha com exatidão quem seriam os vices dos candidatos a prefeito de São Luís, que realizam convenções neste fim de semana e por toda a semana, até o prazo final, 05 de agosto. Especula-se, nos últimos dias, que para a chapa de Edivaldo Holanda Júnior, que concorre à reeleição, o jovem vereador Roberto Rocha Júnior, seria o indicado. Para a candidata do PPS, a Dep. Eliziane Gama, que fará convenção no dia 05, sexta-feira, as negociações ainda estão em andamento. Os demais candidatos seguem o mesmo ritmo. Estaria difícil achar um bom companheiro de chapa? Certamente! Em tempos de baixa credibilidade da classe política, todo cuidado é pouco. O vice tem que ser alguém que agregue votos, capacidade e acima de tudo, que seja de confiança.

Dos novos vereadores...

Muito se fala que a renovação na Câmara Municipal para as eleições deste ano, chegará a casa dos cinquenta por cento. Talvez mais que isso. Muitos candidatos novos estão na luta por uma cadeira no parlamento municipal, embalados por este vento de mudança e renovação. Um candidato que tem fácil penetração nas camadas populares e boa desenvoltura é Gilvan Sá. Empresário do ramo de comércio e distribuição de gêneros alimentícios, atua também como fornecedor junto às escolas estaduais, municipais e comunitárias. Gilvan Sá que é natural de Sucupira do Riachão, é acima de tudo um lutador. Sem dúvida é também uma boa opção à Câmara Municipal.

Em São João Batista (I)

Dr. João Dominice
Aconteceu ontem a convenção do PSDB que homologou a candidatura do Dr. João Dominice à prefeito de São João Batista. Numa composição com o PTB, e PTdoB, o candidato pretende chegar à vitória, uma vez que os índices das várias pesquisas já realizadas, o apontam na frente dos demais candidatos. Compõe a chapa como vice, a Assistente Social Mayara Pinheiro (PTdoB). Dr. João Dominice, que sempre atuou nos bastidores da política, resolveu enfrentar as urnas desta vez. Na convenção estiveram presentes o ex-deputado Marcelo Tavares e o Dep. Federal Jóse Reinaldo Tavares.
Vale ressaltar também que as últimas movimentações de lideranças políticas, tem equilibrado a disputa. Os dois outros grupos, o do ex-prefeito Zequinha Soares, que tem como candidata, sua esposa, Surama Soares, e o grupo do prefeito Amarildo Pinheiro, adiaram suas convenções para o prazo final, ou seja dia 05 de agosto, sexta-feira próxima, exatamente por conta das alianças que estão em trâmite.

Em São João Batista (II)

Luis Everton e Rico Pinheiro
O partido do governador PCdoB poderá ter candidatura própria a prefeito em São João Batista. É o que se observa depois da movimentação política das últimas semanas. Dois nomes surgem como prováveis candidatos: o vereador Luiz Everton e o Engº Civil Rico Pinheiro. A possibilidade de uma candidatura própria depende ainda de acertos e entendimentos com membros do grupo político que ambos pertencem, que é o mesmo grupo do atual prefeito Amarildo Pinheiro. A convenção do PCdoB está marcada para o próximo dia 05 de agosto, sexta-feira.
Outros grupos menores também buscam entendimentos no sentido de comporem alianças satisfatórias. O imprevisível sempre fez parte do tempero da política joanina. Estes dias da reta final para as convenções partidárias serão decisivos. É esperar pra ver!


terça-feira, 28 de junho de 2016

Vai com Deus, Dinor...

Dinor e suas netas
Valdino Pereira Assunção. Mas todos o conheciam por Dinor (ou Dinô). Este nome caseiro certamente veio da intimidade da família e dos amigos de infância. Mas se tornou um nome forte, dado ao caráter e a personalidade de quem por este nome era conhecido. Um cidadão honesto. Trabalhador. Exímio pai de família. Um amigo verdadeiro. Desses que a canção manda guardar no lado esquerdo do peito.

Conheci mais de perto Dinor e ficamos amigos por volta do ano de 1979. Éramos apenas dois adolescentes perdidos em sonhos e fantasias, mas já focados com uma boa dose de responsabilidade. Nunca soube ao certo sua idade, sempre achei que eu fosse mais velho do que ele. Nessa época eu contava com meus dezoito anos incompletos. Eu tinha concluído o segundo grau e tropecei na primeira tentativa de transpor a barreira para a academia. Era difícil, uma verdadeira guerra, cujas batalhas precisavam ser continuadas. Foi nesse momento, de volta à casa paterna, que, ao assumir uma função na Câmara de Vereadores, fui companheiro de Dinor, que à época era uma espécie de ASG da Prefeitura, onde trabalhava com um outro amigo, que também se foi antes do combinado, Zeca de Neco. Foi um tempo bom.

Dinor sempre foi muito responsável. Mas também era chegado a uma brincadeira com os amigos. Era de um riso fácil. Com os amigos sempre usava de uma pilhéria. Mas sem nunca ultrapassar os limites da amizade. Comigo sempre foi assim. Selamos uma grande amizade.
Um ano depois àquela convivência de trabalho e amizade nos afastamos por força do destino. Vim prosseguir meus estudos na capital e ele ficara lá, na nossa terra. Perdemos o elo que nos unia, porém a amizade não. Só fui reencontrá-lo novamente, alguns anos depois, quando ele também já morando em São Luis, trabalhava no Armazém Gonçalves Dias, onde começou como contínuo e chegando até ao posto de gerente de loja.

Após alguns anos de trabalho e dedicação, inclusive gerenciando nas cidades de Santa Inês e Bacabal, Dinor, voltando pra sua terra, quis ter seu próprio negócio. Foi arrojado e montou sua própria loja de confecção: Lojas Mayara. Era uma homenagem à sua primeira filha, fruto do casamento com Ana. Aliás até nisso meu amigo demonstrou arrojo e coragem, casou-se ainda muito cedo, aos vinte anos de idade. E essa trajetória toda já se passara com a família constituída.

Certa vez combinamos uma pescaria de piabas na beira de João Baixinho. Era época delas. Tava fácil a pescaria. Ali mesmo montamos o fogão improvisado. Uma lata de flandres era a nossa chapa e tudo que precisávamos, além de uns limões e sal. Com algumas cervejas a nossa conversa corria solta e as gargalhadas fluíam mais facilmente.  Era o momento para colocarmos a conversa em dia. E assim passamos parte do dia: rindo, comendo piabas assadas e tomando cervejas. Sempre guardei aquele dia no baú das minhas lembranças...

E a vida seguiu seu rumo. Há cerca de alguns anos soube que meu amigo vivia um quadro depressivo. Ainda o visitei. Já não tinha o mesmo brilho nos olhos. Saí então meio triste. Pensei em como é a vida. O que fomos, o que somos e o que seremos.

Por fim vencido, Dinor perdeu o gosto pelo colorido das manhãs. Pouco ou quase nada fazia sentido. O mal do século o consumia. E o consumiu.

O meu amigo, sempre destemido, partiu antes do combinado. E em meio às lágrimas, foi aí que eu descobri, que tínhamos a mesma idade.

E eu, aqui sentado neste apartamento, com os olhos marejados, encarando a vida, só posso dizer: vai com Deus, Dinor!





sábado, 25 de junho de 2016

Quando a porca torce o rabo

Nós que somos do nordeste somos adeptos dessa linguagem metafórica. Usamos por demais. Não seria diferente de nós interioranos, acostumados com a linguagem rápida e sem por menores do caboclo dos rincões deste Brasil, fazer uso destas preciosidades de gosto popular, quando queremos nos referir a outrem ou alguma coisa. No caso desta expressão em particular, diz-se que, “quando a porca torce o rabo” é quando chegou o ponto mais problemático de uma situação. Em nosso caso, queremos nos referir à interminável novela-real da corrupção no Brasil. Os últimos acontecimentos nos dão a verdadeira certeza de que muitos apêndices caldais ainda haverão de ser torcidos. E pelo que se vê, faltarão suínos para representarem os de quem verdadeiramente estamos falando. A corrupção vai tomando forma desproporcional, vai abrindo veredas. A Lava Jato é a incrível operação que desmontou esquema de corrupção e propinas na Petrobrás. Deflagrada em março de 2014, a operação mandou para a cadeia doleiros, lobistas e empreiteiros das maiores construtoras do país que amargam uma temporada na Custódia da Polícia Federal no Paraná. Embora enraizada na cultura política brasileira, a corrupção pode sim ser debelada, porém, isto somente será conseguido se os órgãos de fiscalização e controle deixarem de ter postura meramente repressiva dos atos de corrupção e passarem a ter enfoque preventivo, para fulminar os esquemas de corrupção no seu nascedouro, antes de causar danos ao Patrimônio público. Ou assim se faz, ou haveremos de ver muitos rabos torcidos e retorcidos. E haja corrupção!

Uma senhora mancada

O deputado Glaubert Cutrim, então candidato mais votado do município de São João Batista nas eleições de 2014, cometeu uma tremenda mancada. Ele usou uma foto de uma outra cidade para homenagear o município, que no último dia 14 de junho completou 58 anos de emancipação política. E para acabar com tudo, o parlamentar errou até quantos anos a cidade estava fazendo. No facebook, o deputado postou uma foto comemorando o aniversário da cidade. Porém a foto usada é do município de São João Batista do Glória, cidade do interior de Minas Gerais. E para piorar, Glaubert Cutrim diz que o município completou 56 anos, quando na verdade completou foi 58.
E olha que o Deputado tem raízes e até parentes no município. Certamente, o nobre Deputado e seus assessores não conhecem muito bem a cidade que lhe deu cerca de 1700 votos na última eleição.


Ironia do destino

Kátia Bogéa esteve à frente do IPHAN, no Maranhão, por muitos anos, algo não muito comum na administração pública, graças à sua competência. Pois bem. Ocorre que no início deste ano, por obra e graça do Dep. Waldir Maranhão, ela fora demitida e substituída por Alfredo Costa Neto. Mas por prestígio e conhecimento, recentemente, a experiente Kátia Bogéa, assumiu a direção do IPHAN nacional e imediatamente promoveu a substituição do seu sucessor, por Maurício Itapary, que é funcionário do quadro do IPHAN.
O órgão no Maranhão que estava ocupado por manifestantes, já teve suas dependências liberadas por ação da Polícia Federal, que deixou o ambiente em condições para o retorno ao trabalho dos funcionários lotados naquele instituto.


Agiotagem

Foram presos na manhã desta sexta-feira, 24, Domingos Sávio Fonseca Silva (ex-prefeito de Turilândia, conhecido como Domingos Curió) e sua esposa, Ângela Maria Everton, que ocupou o cargo de secretária municipal na gestão do marido. Os dois são investigados pelos crimes de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, peculato, associação criminosa, entre outros.
As prisões partiram de pedido do Ministério Público do Maranhão, com base nas investigações realizadas pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) sobre o esquema de agiotagem envolvendo diversas prefeituras no estado.
Além da prisão temporária dos ex-gestores, a decisão da 1ª Vara da Comarca de Santa Helena também determinou a realização de operações de busca e apreensão em diversos endereços ligados a Domingos Curió, Ângela Everton e ao filho do casal, José Paulo Dantas Silva Neto, em Turilândia e São Luís. Foi determinada, ainda, a quebra de sigilo bancário e fiscal dos três envolvidos, da Prefeitura de Turilândia, da Construtora Única (pertencente a Domingos Sávio e José Paulo Dantas) e da Associação de Moradores do Bairro Bacabeira, em Turilândia, da qual Domingos Curió foi presidente.


Enquanto isso...

Por aqui as eleições se aproximam e a situação do Prefeito Edivaldo Holanda Júnior fica cada dia mais complicada. O prefeito tem hoje sua reeleição seriamente ameaçada. Como se não bastasse as inúmeras reclamações advindas dos quatro cantos da cidade, e a incapacidade de dar uma resposta (entenda-se solução) a esses problemas, o gestor enfrenta uma greve de professores, a insatisfação de milhares de funcionários municipais que tiveram um mísero reajuste de 2% apenas nos seus vencimentos. Como se não bastasse isso, já se observa uma significativa debandada de vereadores que o apoiavam, e que agora dizem que são Eliziane desde criancinhas. As últimas pesquisas confirmam este nosso ponto de vista.
É preciso uma reação urgente do Prefeito, sobretudo no que diz respeito à infraestrutura da cidade. Caso contrário a vaca vai pro brejo.


Era uma vez...

Sempre tivemos as nossas Festas Juninas bem animadas, ao logo do mês de Junho inteiro. Os arraiais eram inúmeros ao longo dos bairros. A festança era descentralizada...  Tudo fazia jus ao grande universo das nossa tradições culturais. Batalhões de bumba-meu-boi, quadrilhas, danças portuguesas, do boiadeiro, cacuriás, danças do côco, dança do pau de fita, tambor de crioula e muitas outras manifestações dispunham de muitos espaços para suas apresentações. Hoje, por algumas razões, tudo isso foi reduzido. E o nosso São João ficou mais pobre, desanimado, e os nossos arraiais muito pouco frequentado. Seria o efeito da crise? Alguns dizem que não..., mas isto é outra história!
Valei-nos Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal!





terça-feira, 21 de junho de 2016

Diques da Baixada na ponta da língua

Flávio Braga*
A fim de dirimir eventuais dúvidas acerca da importância do projeto Diques da Baixada Maranhense, publicamos hoje informações compiladas pelo Dr. Alexandre Abreu, engenheiro civil e membro destacado do Fúrum em Defesa da Baixada Maranhense.
O projeto Diques da Baixada prevê a construção de 71 quilômetros de diques, abrangendo os municípios de Viana, Matinha, São João Batista, São Vicente Ferrer, Cajapió, São Bento e Bacurituba. A obra consiste em um sistema de diques e vertedouros, em sentido paralelo à margem da baía de São Marcos. Quem conhece bem a realidade social da Baixada sabe do grande alcance social e do impacto positivo desse projeto para a nossa microrregião. Sem exagero, ele representa a redenção dos municípios abrangidos, com melhoria imediata no IDH da população rural beneficiada.
Os objetivos fundamentais do Sistema de Diques da Baixada são: a) proteção das áreas baixas contra a entrada de água salgada pelos igarapés, decorrente das variações da maré, protegendo assim os ecossistemas e os mananciais de água dessa região; b) contenção e armazenamento de água doce nos campos naturais durante a estação chuvosa, retardando assim o escoamento para o mar, sem alterar, no entanto, as cotas máximas naturais de inundação; e c) aumentar a oferta da disponibilidade hídrica em boas condições durante o ano, para usos múltiplos.
O material a ser usado nessa construção é basicamente barro do campo que será retirado ao longo do caminhamento da construção. Serão utilizados também a piçarra para a crista da barragem e o concreto para a construção dos vertedouros.
Serão construídos 23 vertedouros que permitirão o controle da lamina d´água, bem como a velocidade do escoamento das águas do campo. Com a retirada do material ao longo da construção para a execução dos diques, será criado um canal de aproximadamente 1,50m de profundidade e largura variando de 30 a 40m, que acompanhará toda a extensão da construção, permitindo o tráfego de pequenas embarcações (canoas, etc.) além de servir como reservatório de água doce propiciando a pesca de peixes nativos durante todo o ano.
Os campos da Baixada não ficarão permanentemente cheios. O ciclo existente hoje será preservado, os campos continuarão possuindo a época da cheia e a época de seca, apenas o ciclo de cheia se prolongará por mais tempo beneficiando toda a região.
Com a construção dos diques, o SEBRAE pretende desenvolver arranjos produtivos para   favorecer a agricultura familiar, pecuária, piscicultura, pequenas criações, além de inúmeras outras oportunidades para melhorar a vida dos moradores que serão diretamente beneficiados.
Quem pode ser contra um projeto dessa envergadura?
*Advogado e Presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense


sábado, 18 de junho de 2016

São João Batista está sem juiz e pode ficar sem promotora e delegado

A situação do município de São João Batista não é das boas. Nos próximos meses, fará um ano que a cidade está sem juiz titular e agora pode perder a promotora e o delegado de uma só vez.
Segundo informações passadas, além de magistrados recém empossados não escolherem a nossa cidade para trabalhar, a promotora Maria do Nascimento Carvalho Serra deve ser transferida na próxima semana, deixando assim a cidade sem um representante do Ministério Público.
As notícias ruins não param por aí, o delegado vai passar um mês ausente pois estará fazendo um curso de aperfeiçoamento e também corre o risco de ser transferido para a outra cidade. Enquanto isso, pilhas de processos estão se acumulando na comarca e casos estão parados.
A juíza que era de São João Batista, Jaqueline Rodrigues da Cunha, foi transferida para Anajatuba e promotora já está certa de que deverá sair da Promotoria de Justiça.
Esta situação precisa despertar o interesse das nossas autoridades municipais. Vereadores, prefeito e até mesmo o os deputados votados no município precisam se questionar por que a comarca fica tanto tempo sem juiz? A quem e a que os novos juízes temem na comarca de São João Batista.
Em tempos idos, esta era uma preocupação do gestor municipal. Precisar ser agora também.

 (Com informações do Blog Portal Folha de São João Batista,com ampliação)

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Prefeito Amarildo é afastado

Em decisão do juiz da Comarca de São Bento, que atualmente responde pela Comarca de São João Batista, o Prefeito Amarildo Pinheiro (PP), foi afastado de suas funções de gestor municipal. A notícia caiu como uma bomba na população joanina, menos para alguns poucos que pareciam já saber antecipadamente da notícia, pois já comemoravam tal decisão.
O prefeito que não se encontra na cidade, ainda não foi notificado pela justiça, muito menos o Presidente da Câmara, que neste caso dará posse ao vice-prefeito, Júnior de Fabrício.

O que chamou a atenção de muitos funcionários das diversas secretarias foi a chegada de pessoas ligadas ao vice-prefeito nessas secretarias ordenando que "ninguém mexessem em nada", "que não retirassem papéis", e que o município teria mudanças, sem que nem os funcionários soubessem o que estava se passando.

Mais detalhes ao longo do dia a cerca do processo que culminou com o afastamento do Prefeito Amarildo Pinheiro. 

sábado, 28 de maio de 2016

Aonde vamos parar?

Vivemos os dias como se tivéssemos assistindo a uma extensa novela. Dessas que vira sucesso nacional, que prende a atenção de toda uma população de expectadores, e que no seu enredo não fica nenhuma dica do que vai acontecer na semana seguinte. O que se percebe apenas é que a trama vai ficando cada dia mais cativante para alguns e enojada para outros, mas mesmo assim, cativante. Neste novelão tem um diferencial: os bons-moços aos poucos vão se mostrando verdadeiros bandidos. Temos assistido, sem querer, dia após dia o cinismo escancarado na face de nossos políticos. Cai um após outro. E da forma mais desavergonhada possível, pilhados na mentira, nas artimanhas, nas tramoias, às escondidas, ou quase. Pois apesar de suas espertezas, nesse mundo há sempre uns mais espertos do que certos engravatados que se acham acima das leis. Daí que tem sempre um corrupto armando pra cima de uma autoridade. O exemplo estamos vendo aí: gravações que comprometem alguns políticos de polidos sapatos. O pior é que incrédulo, boquiaberto, e completamente abestalhado, o povo assiste a tudo e a todos sem saber como estancar essa sangria da falta de ética e moral. As denúncias aos nossos protagonistas surgem como navalhas, ou como metralhadora ponto 100, conforme falou José, a cortarem a carne dos que cumpliciaram com o nosso jeito amigável de fazer política. Diante de tamanha incerteza, de como vai terminar esse novelão, e de como serão os próximos capítulos, só nos cabe uma pergunta: aonde vamos parar?


A vez de Sarney

Enfim o ex-Presidente José Sarney também caiu no tão atual, e tão antiético também, modo de ter um político sob a mira das delações premiadas. O que tem se visto é digno dos canalhas, valer-se da amizade, da consideração, e gravar uma conversa com outrem. Pois foi assim que Sarney também teve sua conversa com o ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado gravada por este.  Na gravação, o ex-presidente afirma que a delação do executivo Marcelo Odebrecht é “metralhadora ponto 100”, numa analogia ao potencial destrutivo das revelações do empreiteiro. Sarney, na gravação, ainda prometeu ajudar o ex-executivo, que é alvo da Operação Lava Jato, a evitar que seu caso fosse transferido para a vara do juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, "sem advogado no meio". Sarney também diz que o presidente em exercício Michel Temer fez um acordo com o Congresso para poder assumir a Presidência. "Nem Michel eles queriam", disse o ex-presidente. "Depois de uma conversa do Renan  muito longa com eles, eles admitiram, diante de certas condições." O que vai acontecer a partir destes novos episódios, ninguém sabe...


Uma gestão aprovada

A população de Carutapera, município maranhense localizado no extremo do estado na fronteira com o Estado do Pará, na foz do rio Gurupi, e distante a 570 quilômetros da capital São Luís, tem na gestão do seu Prefeito Amim Quemel a marca de um bom gestor. Além da realização de muitas obras, o prefeito Amim sempre manteve em dias o pagamento dos servidores, mesmo apesar das constantes quedas nas arrecadações municipais. Na educação, todas as escolas municipais receberam climatização, uma entre muitas condições propiciadas pelo administrador municipal para garantir uma educação de qualidade e boas condições de trabalho aos docentes carutaperenses. Parabéns ao prefeito Amim.


Estranha coincidência...

Um amigo leitor da Coluna nos contou um fato no mínimo curioso. Na última sexta-feira à noite, na hora do Jornal Nacional, exatamente no instante em que era veiculada a notícia do envolvimento do ex-presidente Sarney na delação do ex-senador Sergio Machado, o sinal da TV começou a tremer e fugir a imagem, como se ali tivesse a interferência de alguém que não quisesse a divulgação na íntegra da reportagem. Ficou estranho, afirmava o amigo leitor. Pelo sim, pelo não, o certo é que pareceu uma estranha coincidência logo naquele dia, naquela hora e exatamente de quem se tratava a reportagem.


Silêncio na MPM

São Francisco de Assis já dia “que é morrendo que se vive para a vida eterna”. Em alguns casos nem se precisa morrer. No caso de Papete, fora precisa apenas cantar e ser o artista completo que foi em vida. Tornou-se eterno na história da Música Popular Maranhense, transcendendo as barreiras do planeta do Brasil. Papete é responsável pela estilização do melhor de nossas manifestações populares, o bumba-meu-boi. Sábio e inteligente, soube levar aos grandes centros da cultura a marca maior da cultura de sua terra natal. A cultura popular do Maranhão perde com a morte de Papete um dos seus maiores expoentes. Nos arraiais do céu, ao lado dos outros cantadores, Papete com certeza continuará empunhando seu maracá e sua bandeira de aço.

Uma greve por tão pouco

Em todo movimento grevista, mesmo elencadas uma série de reivindicações, a que mais pesa para o acordo e fim do movimento paredista é a pauta financeira, o índice que vai reajustar os salários da classe grevista. Tem sido assim ao longo das lutas entre patrões e empregados, entre funcionários e governos, seja municipal, estadual ou federal. Radicalizar nunca foi a melhor solução para qualquer greve. E é nesta ótica que a população de São Luis, sobretudo os pais dos alunos da rede municipal, não está recebendo vendo com bons olhos a greve dos professores da rede municipal de ensino, uma vez que o índice reivindicado pela classe de docentes é de 11,63% e o oferecido pelo prefeitura é de 10,67%. Ora, isso é quase o percentual integral que está sendo pedido. E então por que a greve? Em tempos de crise, não se pode ganhar sempre. E neste caso, os professores não parecem ter muitas perdas. É preciso entender isto.


Na Chácara...

Após duas semanas de repouso na chácara João de Cheiro, em Olinda dos Aranhas, São João Batista, no próximo domingo a coluna volta à pena do seu titular, o jornalista Jersan Araújo. Ao amigo e conterrâneo, desejamos um retorno revigorado. De nossa parte procuramos fazer o melhor. Obrigado.
Inté...




domingo, 22 de maio de 2016

Um governo para temer

Pronto. E o que era artimanha, virou realidade. O que no princípio era apenas o verbo, a palavra, uma ideia distante, foi ganhando corpo, ganhou musculatura na mídia e rumou a uma realidade fantástica nas redes sociais. Estamos falando do processo de “impeachment” que afastou a presidenta Dilma. Esse movimento que abalou as estruturas da república, naquilo que podemos chamar de “golpe camuflado” teve a injeção do capital das elites que nunca engoliram os governos petistas. É bom que se diga, que o governo petista cometeu muitos erros. Mas no conjunto da obra, tem muito mais acertos do que erros. O Brasil avançou em muitos aspectos. Programas como o Prouni, Fies, Pronatec, Luz para todos, Mais médicos, etc.. mudaram a vida de milhares de jovens brasileiros. Mas ainda assim enfrentou resistência na condução da governabilidade. E sem o apoio de uma base política sólida, começou a enfrentar problemas, muitos deles criados pelos próprios deputados, sob a égide do “pilantra-mor”, o Deputado Federal Eduardo Cunha.
Afastada a Dilma, eis que se forma o “novo” governo, ainda que provisório, do Presidente Temer. Na constituição desse novo governo, aparecem aqueles que investidos de ética e boa moral, se mostram sujos, retrógrados, denunciados e réus em processos por desvio de conduta. E assim começa o governo dito da “salvação nacional”. Na constituição do seu ministério, figuras de moral duvidosa, formam uma verdadeira colcha de retalhos com o que há de mais questionável na política nacional. Num país que fervilha cultura por todas as regiões, a extinção do Ministério da Cultura, foi o primeiro tiro no pé, de um governo que se mostra temeroso.

Os lamentos de Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (19), em entrevista a jornalistas estrangeiros, que o dia do afastamento da presidente Dilma Rousseff da Presidência da República foi "o dia da indignação" para ele, marcado também por um sentimento de derrota e frustração.  "Eu vi aquilo ruir, desmoronar. Eu não queria estar naquele ato, eu não queria estar naquela foto, porque penso que foi uma sangria, e foi quase que um estupro feito na democracia brasileira que permitiu que a presidenta Dilma deixasse a Presidência antes de terminar o seu mandato", afirmou Lula.
O ex-presidente disse que não se sentiu "confortável". "Foi um dia muito triste para mim porque não era apenas uma presidenta que estava deixando a Presidência de forma abrupta, era um projeto, um projeto de sonho, um projeto de inclusão social, um projeto que mostrou ao mundo que fica muito fácil governar um país e resolver os problemas do povo pobre quando você inclui os pobres no orçamento do país, quando você deixa de tratá-los apenas como uma estatística ou problema social", explicou. 
O ex-presidente disse que fez questão de acompanhar Dilma naquele momento por "solidariedade" e "para mostrar aos adversários que tem muita coisa para acontecer nesse país, tem muita luta e ainda falta muita conquista para o povo brasileiro".

A luta de Moacir Feitosa (I)

“Confio na responsabilidade e na sensibilidade dos meus colegas e reforço: a Prefeitura de São Luís é sensível à causa da educação e permanece aberta ao diálogo". O tom da conversa foi dada pelo secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa ao afirmar que o sindicato dos professores de São Luís recusou a proposta apresentada pela Prefeitura que garante o percentual de 10,67%, pagos de duas vezes, em junho e novembro, e ainda assim, em Assembleia realizada na quinta-feira, 19, deflagrou greve por tempo indeterminado. 

A se concretizar a greve, cerca de 80 mil alunos da rede municipal de ensino da capital ficarão sem aulas. Por outro lado, os professores acumulam perdas nos seus salários, e vivem dias de dificuldades nas escolas que não oferecem as condições favoráveis para o bom desempenho de suas funções docentes. Por sua vez, o secretário municipal de educação, Profº Moacir Feitosa, garante que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) tem se mostrado sensível à questão e se mantém aberto ao diálogo e contra qualquer forma de radicalização da categoria.

Moacir Feitosa destacou “que o percentual oferecido está dentro das garantias orçamentárias". Espera-se o entendimento das partes envolvidas.


A luta de Moacir Feitosa (II)

Com pouco mais de dois meses à frente da SEMED, o Prof. Moacir Feitosa com habilidade e competência já garantiu a volta dos ônibus escolares para o transporte de alunos da zona rural com uma frota de mais de trinta ônibus, restando apenas a recuperação das duas lanchas que fazem o transporte nas áreas de Jacamim e Tauá-mirim, a vigilância noturna das escolas. No que tange à vigilância diurna, toda a homologação para a licitação já foi concluída, bem como está encaminhada a licitação das empresas que vão recuperar todas as escolas, num prazo máximo de até novembro.

O pânico de volta...

Costuma-se ouvir que “quando a polícia quer, a polícia vai atrás e prende. E é assim mesmo. Tem que ser assim, afinal polícia é polícia. Não tem que dar trégua pra bandidagem”. Esse é o sentimento de toda a população de bem com as últimas operações deflagradas pela cúpula da segurança pública, em face dos acontecimentos de marginas que integram as facções organizadas da capital, que nas noites de quinta e sexta-feira, atearam fogo em ônibus. Desta vez, não houve vítimas como no passado. Apenas prejuízos materiais às empresas e a ameaça de paralisação de toda a frota de coletivos por parte da classe de motoristas e cobradores que se sentem inseguros, com toda razão.
A resposta do governo foi imediata, dura, objetiva. Cabe agora que a justiça faça a sua parte, que mantenha os envolvidos, executores e ordenadores dessas ações presos por longos e longos anos.

Imprudência

Funcionários do IPHAN foram impedidos de entrarem no prédio onde funciona o órgão e trabalharem normalmente, porque um grupo de manifestantes que se dizem artistas estão a protestar e manifestar seu desagrado pela “extinção do Ministério da Cultura”, promovido pelo presidente interino Michel Temer. Ora bolas! O cúmulo do absurdo chegou ao ponto de não permitirem sequer que a segurança patrimonial adentrasse ao prédio. Vejam só a que ponto chegamos...Sem querer tirar o mérito da reivindicação, o que nos parece é que está sendo feita no lugar errado.

Pegou mal...


Em tempos de subserviência ao novo governo e para mostrar apoio e apreço ao Presidente da Câmara afastado, o Deputado André Fufuca ficou em maus lençóis ao lhe ser atribuído que ao se referir ao “gangster-mor Eduardo Cunha” , o chama de “Papi”. Esta declaração fora feita pelo deputado mineiro Júlio Delgado, que num embate com o parlamentar maranhense, no conselho de ética, tentou desclassificá-lo. Ao parlamentar maranhense, é bom lembrar esta máxima “Dize-me com quem andas, eu te direi quem és...”

Texto produzido para a Coluna do Jersan, publicado na edição do Jornal Pequeno de hoje (22/05/2016).

domingo, 8 de maio de 2016

Carta para minha Dona

Dona Laura
Hoje tive coragem para escrever algo sobre você minha mãe, e mais do que isso, escrever para você. E o faço com o coração apertado, os olhos marejantes e inundados num pranto que derrama para dentro de mim. Mas também estou alegre, pois vi na tua partida, minha mãe, como era uma esposa honrada e justa para com o seu José, meu pai. Aquele 30 de agosto de 2014 nunca mais será esquecido por nenhum de nós teus filhos, familiares, amigos e demais pessoas que os conheceram. Afinal estava ali a partida de vocês. A prova do amor que ultrapassou a própria vida terrena e continuou nas dimensões celestiais. Pois estava escrito nas estrelas...

Vê-la ali naquele leito de UTI, entregue aos cuidados dos médicos, cortava-nos o coração. E já se passavam alguns dias e a sua reação era lenta. Como se a senhora quisesse esperar o desfecho da também cruciante situação de nosso pai, o nosso José, seu esposo. Logo a senhora, sempre atenta à presença de todos que estivessem em sua volta, estava ali aqueles dias num coma calmo, como se dormisse um sono merecido após um dia de muita lida, como nos velhos tempos na nossa velha casa do interior.

Naqueles dias de sucessivas dores, estavas ali separada de nosso pai, por força das circunstâncias, e ele, também naquela UTI, por certo reclamava a dor desta separação momentânea. Escondemos o quanto foi possível a dor de cada um. Mas por certo, o espírito que os unia, com certeza os mantiveram informados de tudo, sem que nós, meros mortais, soubéssemos dos desígnios de Deus.

E assim se fez o mistério da vida e da fé. E o que para nós fora dor e imensa saudade, para a vida e para os céus fora a prova de que o amor existe e ele é sublime. Nosso pai, chamado às 0ito horas da manhã, certamente não quisera partir sozinho. Teria sido assim? Ou fora avisada pelos anjos e assim também quiseste acompanhar o seu José? O que por certo aconteceu nunca saberemos, mas foi a inconteste prova de um amor que sobreviverá além desta vida, após à morte.

A dor foi muito grande, imensurável. Não me via perdendo nenhum de vocês, nem a meu pai, nem a senhora. Mas perder os dois assim no mesmo dia, era inacreditável. Mas fora assim a escolha de Deus...

Hoje minha mãe, te escrevo estas palavras para te homenagear neste dia. Para te confortar e te dizer que por aqui, as coisas vão indo como Deus quer. A dor de perde-los nunca passou e não passará, mas nos refizemos na fé em Deus e na certeza de que tudo fora feito como assim estava determinado, com uma pitada de magia e encanto. Nós, os teus filhos, mantivemos o compromisso de estarmos unidos na fé, e na esperança. E estamos levando a vida, sempre pautados nos ensinamentos que vocês nos deram: o respeito, a honradez, a gratidão e a humildade.

Sabe mãe, tenho muitas outras coisas para te contar, mas falaremos em oração. Sei também, que como sempre foste bondosa, cuidadosa, estás a cuidar do nosso pai. Não se preocupem em demasia, mas cuidem daí dos nossos destinos aqui na terra. E que a senhora e o nosso pai tenham a luz eterna.
Um grande beijo, minha mãe.
                                               Do seu filho amado,

                                                                       João Batista Azevedo